Lampião – Acenda esta ideia!

Há sete anos, o jornal coleciona histórias de Ouro Preto e Mariana

Texto: Juliana Carvalho | Visual: Brener Mouroli | Audiovisual: Igor Oliveira | Áudio: Luana Maciel | Timelapse: Rodrigo Sena

O Lampião está de cara nova. O jornal laboratorial do curso de jornalismo da Ufop resolveu se adequar às demandas das redes digitais. Agora, além da versão impressa, o Lampião conta com um site para informar os acontecimentos do dia a dia e divulgar as reportagens especiais produzidas sobre a região de Mariana e Ouro Preto.

Lançado em 2011, o Lampião se caracterizou, desde o início, por ser independente. Segundo o professor Ricardo Augusto, esta foi uma condição que marcou a relação dos leitores com o jornal logo nas primeiras edições. A primeira turma de estudantes do curso de Jornalismo, juntamente com os professores Hila Rodrigues e Ricardo Augusto, com a ajuda de Anderson Medeiros, técnico-administrativo em educação da Universidade, encarou o desafio de pensar em todo o projeto gráfico e editorial do jornal, além de lançar três edições em um semestre, incluindo o especial “315 anos de Mariana”. Hoje já são 31 edições, 93 mil exemplares e sete anos de histórias contadas e recontadas por estudantes que acreditam em um jornalismo plural e honesto.

Desde o lançamento, o jornal já foi premiado na Exposição de Pesquisa Experimental (Expocom) em 2012, 2013 e 2014 na categoria “Jornal Laboratório Impresso”. Em 2013, 2014 e 2017 conquistou o Prêmio Délio Rocha de Jornalismo de Interesse Público, com as matérias “Mulheres do Cárcere”, de Jéssica Romero, “Os riscos da vida na mineração”, de Marília Mesquita e Stênio Lima e “Marcas Invisíveis”, de Mariana Viana e Luísa Campos. Também em 2013, ganhou o Troféu Comunidade, realizado pela TV Top Cultura de Ouro Preto por meio da Fundação Cultural de Minas Gerais.

Timelapse do processo produtivo da edição 22 registra parte do cotidiano da redação:

O nome não tem nada a ver com o cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, e sim com Mariana e suas diversas luzes espalhadas pela cidade, e também com o objetivo do jornal: acender ideias. A escolha partiu de uma votação entre os alunos pioneiros, que ficaram em dúvida entre “Lampião” e “Candeia”.

A capa cartaz, característica marcante na maioria das edições do jornal, foi pensada para que os leitores pudessem colecionar os jornais, como se fossem pôsteres e, dessa forma, criar laços com os moradores da cidade por meio do cultivo da memória do Lampião. Contudo, nas edições 16 e 17, de 2014, e 27 e 28, de 2017, os estudantes começaram a repensar a decisão tomada em 2011 e a capa manchetada ganhou espaço, o que norteia a visão da turma atual, que decidiu por seguir esse modelo na nova fase do veículo.

Segundo Carlos Romano,  atual editor de impresso, “a escolha pela capa manchetada foi uma decisão editorial, visando o enquadramento do Lampião a padrões clássicos do jornalismo impresso, deixando de lado modelos ensaísticos do antigo jornal. Com isso, pretendemos que a comunidade se integre melhor com o modelo editorial, interessando-se por notícias contidas na capa”. Já no site, as principais manchetes serão exibidas em forma de slide, com o intuito de proporcionar uma visualização dinâmica e agradável.

Lampião em números

Depoimentos ex-alunos do Lampião

A nossa equipe captou as entrevistas abaixo com alunos e ex alunos do curso de jornalismo Luísa Campos, Taysa Bocard, Rafael Câmara, Carolina Hardt, Mariana Viana e Matheus Effgen que também participaram do processo de criação do Jornal Laboratório Lampião:

O jornal Lampião conversou com dois leitores do jornal para saber qual o papel dele nas cidades de Mariana e Ouro Preto e seus respectivos distritos:

Xisto Siman

Reinaldo Morais