Instalação artística revive tragédia de Mariana

Instalação artística revive tragédia de Mariana

Repórter: Eduardo Vianna

Não é novidade que o estado de Minas Gerais sempre foi visto como um alvo positivo para empresas de mineração. Desde a época colonial, seu nome já apontava para as riquezas sob o chão mineiro. Sua primeira capital, Vila Rica, onde atualmente se encontra a cidade de Mariana, foi o centro da vida capitalista e das atividades mineradoras nas primeiras décadas do século XVIII. Contudo, três séculos depois, Mariana viria a ser o epicentro de um crime ambiental relacionado à mineração. Em 2015, o rompimento da barragem de Fundão, localizada no distrito de Bento Rodrigues (propriedade da empresa Samarco),  causou danos irreparáveis à vida de mais de 300 famílias das 35 cidades que foram afetadas. Levando bens com valores acima do monetário, valores sentimentais. E assim, onde um dia a terra escondia ouro, hoje soterra histórias de vida. E são essas as histórias que Roberto Sussuca, artista plástico com carreira internacional, conta de forma visual em sua exposição “Lama”. A instalação, toda feita a partir de lama produzida pelo próprio artista, segue em exposição até o dia 08 de dezembro.