Vacinação: entenda a importância e conheça as principais vacinas

Covid-19, vacinação em massa e erradicação de doenças: entenda a importância de manter seu cartão de vacinação atualizado
PRODUÇÃO: BÁRBARA MACHADO E HUGO CARRIÃO
importância vacinação
Manoela Merçon, 21, é estudante de Medicina e, em função das práticas do curso, recebeu a primeira dose do imunizante contra Covid-19 na cidade de Belo Horizonte (MG). Foto: Sandra Neves

Em março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou alerta para a pandemia da Covid-19.  O novo coronavírus, que tem alguns sintomas iniciais semelhantes aos da gripe comum, tem como fator agravante sua alta taxa de transmissibilidade, o que contribui para um contágio rápido e em massa. Diversas medidas de isolamento e distanciamento social foram adotadas, mas atualmente, após 1 ano e 5 meses convivendo com a doença, exemplos apontam que a medida de maior sucesso no controle da pandemia em todo o mundo foi a imunização por meio das vacinas. 

Mesmo com todos os efeitos positivos gerados pelas campanhas de vacinação, muitos brasileiros ainda temem a aplicação dos imunizantes, seja em função da disseminação de fake news, viés político ou desinformação.

Com isso, surgiram os chamados “sommelier de vacina”, ou seja, pessoas que querem escolher qual vacina tomar, mesmo que para isso não sejam imunizados em tempo hábil, comprometendo a vacinação a nível nacional e até mesmo, mundial. Nesta edição do Lampião, veremos  mais sobre a vacinação no Brasil.

Entenda como a vacinação pode ajudar a eliminar doenças

Quando aplicadas em massa, as vacinas reduzem as chances de contaminação por vírus ou bactérias, bem como a manifestação de sintomas e o desenvolvimento de casos graves de doenças infecciosas. Segundo a farmacêutica Pfizer, isso resulta diretamente em uma redução do número de internações e mortes.

Além disso, para que doenças sejam eliminadas em determinado país ou região e, até mesmo, erradicadas no mundo, é preciso que certa parcela da população esteja imunizada. Para poliomielite, por exemplo, o Ministério da Saúde e a Fiocruz recomendam que a taxa de vacinação seja de 95% das crianças para que haja imunidade coletiva.

Mas você deve estar se perguntando: como são criadas essas vacinas? Resumidamente, segundo dados da OMS, a vacina é feita com fragmentos dos organismos responsáveis pela doença que se busca combater. Esses imunizantes inserem em nosso sistema uma quantidade mínima do antígeno atenuado ou inativo, que é suficiente para promover uma resposta em nosso sistema imunológico e gerar anticorpos capazes de combater aquele microrganismo, o que gera a imunidade. Para saber mais como cada vacina da Covid-19 foi desenvolvida, recomendamos o post informativo da Prefeitura de Ouro Preto.

Principais vacinas do Calendário Nacional de Imunização

O Brasil é, há muitos anos, reconhecido pelo seu Calendário Nacional de Imunização, que além de cobrir diversas vacinas para doenças graves e as distribuir pelo Sistema Único de Saúde (SUS), consegue alcançar frequentemente a meta de cobertura vacinal – cenário que vem mudando nos últimos tempos e foi agravado pela pandemia. 

Ao realizar uma retrospectiva dos registros do Ministério da Saúde, percebe-se que em 2015 a cobertura vacinal no Brasil era de 95%. Em 2020, cinco anos depois, o país registrou apenas 66% da meta. Esse cenário desperta o alerta para a possibilidade de novos surtos de doenças consideradas já eliminadas no país, como a poliomielite e o sarampo. 

Para evitar que isso aconteça, é importante se atentar às campanhas de imunização que ocorrem em todo o território nacional e manter seu cartão de vacinação atualizado. Além disso, é válido ressaltar que muitas vacinas devem ser  aplicadas ainda na infância, portanto, dependem de pais ou responsáveis para garantir a saúde e a segurança das crianças.

Conheça as principais vacinas aplicadas pelo SUS!

cartilha com informações sobre vacinação no Brasil, entenda a importância das vacinas
Ilustração produzida por Bárbara Machado

Quando o calendário de vacinação e as metas propostas por país são cumpridos, a probabilidade de eliminação de doenças é ainda maior. Esse é o caso da varíola, doença que, conforme a OMS, foi erradicada no mundo e, por isso, sua vacina já não está mais presente nos Planos de Imunização. 

No Brasil, doenças como a rubéola, a poliomielite e o sarampo já são consideradas eliminadas. Contudo, se o país continuar a não atingir as metas de cobertura vacinal previstas, é possível que aconteçam novos surtos das doenças.

Com isso, vimos que a vacinação do maior número de pessoas  possível é essencial para a contenção de doenças de forma segura, ágil e eficaz. Afinal, apenas com a imunidade coletiva o contágio é reduzido, bem como a possibilidade de agravamento das doenças em caso de infecção.

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