A mulher e seu espaço, dentro e fora da quadra

Enfrentar barreiras sociais é o maior estímulo para que elas continuem praticando a modalidade

Texto: Larissa Venâncio | Foto: Túlio Gariglio | Audiovisual: Celso Peixoto, Guilherme Furutani e Larissa Venâncio

Por muito tempo as mulheres tiveram seu lugar restrito ao lar. Os esportes de contato eram para os homens e a prática feminina já foi proibida no Brasil. Hoje, a luta é por reconhecimento e, apesar dos avanços, elas ainda não conquistaram uma posição de igualdade em relação aos homens.

O futsal feminino continua resistindo, graças ao apoio de pessoas que acompanham e admiram o esporte. Houve um momento em que as meninas não participavam de campeonatos por não possuir um espaço físico para treinar e materiais básicos para jogar. Realizaram vendas de rifas e estabeleceram parcerias com a prefeitura para conquistar um lugar nas competições. Apesar de existir o apoio, ele não acontece de forma regular.

 

 

Além da falta de estrutura e de equipamentos, as jogadoras percebem um tratamento diferente quando estão em quadra. Xingamentos que remetem a atributos físicos, comparação com competidores do sexo masculino, assédios e machismo são situações rotineiras nos campeonatos. “Quando se está dentro de uma quadra você pode, sim, ser mãe de família, ter uma orientação [sexual] diferente, ser de um gênero diferente. Nossa maior barreira é essa”, relata Danielle Gandra, jogadora do Style Futsal Feminino.

É nítida a criação de novos times na cidade e uma quantidade cada vez maior de campeonatos voltados para o futsal feminino. De acordo com Aloysio Arlindo, coordenador do esporte no município, até 2012 existiam somente dois times de futsal feminino, mas, em 2018, esse número subiu para mais de quinze. Com o aumento do incentivo, o número de equipes tende a crescer. Portanto, Mariana se mostra um lugar produtivo para o futsal feminino.